HOMESERVIÇOS PRESTADOS NO CONSULTÓRIOORIENTAÇÃO PSICOLÓGICA ONLINEMATÉRIAS PUBLICADASCURRICULUM RESUMIDOPESQUISAS EM ANDAMENTOFALE CONOSCO

LER MATÉRIALER MATÉRIALER MATÉRIALER MATÉRIALER MATÉRIALER MATÉRIALER MATÉRIALER MATÉRIA
CFP - Conselho Federal de Psicologia
BLOGSPOT EDYLEINE BENCZIKFACEBOOK EDYLEINE BENCZIKTWITTER PSIQUÊ

Avenida Tiradentes, 200 - Centro - São Roque - SP - (11) 4712-5870
Rua Artur de Azevedo, 1767 - cj 142 - 14º andar - Ed Altamura Premium Tower - Pinheiros - SP - (11) 998405476
Rua Caracas, 894 - Campolim - Sorocaba
benczik@ig.com.br - edyleinebenczik@gmail.com


Afinal de quem é o papel da educação sexual?

"Crianças muito pequenas querem saber como nascem os nenês ou como eles vão parar na barriga de suas mães"

    Dos pais ou da escola? Na verdade, tanto a família como a escola desempenham uma im­portante função no que diz respeito a este assunto. Se­gundo a psicóloga Edyleine Benzick, a família tem o seu papel na orientação sexual já que os filhos, desde peque­nos, devem receber orientação de seus pais sobre como é o corpo dos meninos e das me­ninas, estabelecendo-se as diferenças. "Crianças muito pequenas querem saber como nascem os nenês ou como eles vão parar na barriga de suas mães.

   Nesse momento, pode-se falar, de forma clara e tranqüila com uma linguagem acessível, como os nenês nas­cem e como vão parar na barri­ga da mãe. Toda a curiosidade deve ser esclarecida, na medida em que a criança solicita, nem a mais, nem a menos", explica ela

   Para a psicóloga Denise Arisa dos Santos Dias, al­guns pais têm dificuldades ao tocar sobre assuntos re­lacionados à sexualidade porque muitos não recebe­ram educação sexual. O con­selho para enfrentar esta ta­refa é tentar não passar pre­conceitos e conversar com naturalidade sobre o tema.

   Muitos pais preferem não tocar no assunto sexualidade, passando uma mensagem de que isso não existe. Acredi­tam que se não falarem seus filhos vão imaginar que não devem tocar no assunto ou ainda que, se falarem, pode­rão estimulá-los para a sexua­lidade. Estratégia errada, diz Edyleine. Para ela, é importan­te que os pais tenham uma noção básica do desenvolvi­mento de seus filhos, das cu­riosidades que podem surgir e de como poderão esclarecê­las. "É falsa a crença de que se não falarem em sexo, seus filhos não pensarão nele e, portanto, não vão querer ex­perimentar. A sexualidade existe e é inerente a todo ser humano. Cada fase do desen­volvimento psicosexual há uma curiosidade e uma situa­ção a ser trabalhada", revela.

   Não há uma idade certa para que os pais comecem a falar sobre sexualidade com seus filhos. Eles devem res­ponder às perguntas das cri­anças, mas somente se ater ao que foi perguntado. "As crianças mostram a hora cer­ta para falar sobre cada tema através de suas dúvidas, o importante é manter este ca­nal de comunicação sempre aberto", afirma Denise.

   É válido lembrar que um bom diálogo pode ajudar os fi­lhos a serem mais felizes nas suas opções sexuais e nos seus relacionamentos amorosos, já que eles vão conhecendo me­lhor os seus sentimentos, suas vontades e seus limites.

   A escola também tem um papel importante, na medida que deve complementar a ori­entação sexual, previamente dada pelos pais em casa. "Complementar e reforçar, através de dados mais técnicos, abrindo espaço para es­clarecimentos de dúvidas", sugere Edyleine. A escola, segundo Denise, é o lugar propício para debates, "pois todos estão com a mesma ida­de e passando pela mesma fase, podendo trocar experiências e dúvidas com a orientação de um educador".

    Apesar de toda essa im­portância, a educação sexual, muitas vezes, não é encarada com a seriedade que merece e representa para muitos ainda um tabu. "Minha experiência em consultório mostra que a escola joga a responsabilidade da educação sexual para a famí­lia e vice- versa, pois todos tem ainda muita vergonha para falar sobre o assunto e dar nomes as coisas. O ideal é nunca isolar o tema sem levarmos em conta os sentimentos e os relacionamen­tos pessoais", afirma Denise.